
A ARTE ESPELHA A VIDA?
os signos das representações indígenas na contemporaneidade

Sobre a obra:
Aqui, escrevemos o começo de uma pequena história.
Contrabandeando o universo científico da História positivista, como diria Bourdieu (2006), nossa pesquisa nasce para problematizar as formas de representações artísticas e socioculturais dos povos indígenas na contemporaneidade. A via principal dos nossos estudos é apresentar a arte como matéria produzida pela vida cotidiana, no contexto dos povos indígenas estudados no estado de Alagoas, Nordeste brasileiro.
Inspirada pelo movimento armorial, idealizado pelo escritor paraibano Ariano Suassuna, a pesquisa buscou integrar elementos populares e eruditos na construção de uma compreensão ampla da cultura indígena. Nesse sentido, documentos históricos, pinturas de Jean Baptiste Debret, fotografias de acervos locais e registros musicais da MPB foram analisados com rigor e sensibilidade, contextualizando a arte no contexto de relações sociais, simbólicas e históricas, respeitando as perspectivas indígenas.
AUTOR
Ezequiel Pedro Farias Cajueiro
Concluiu a Licenciatura em História (2025) pela Universidade Estadual de Alagoas (Campus III - Palmeira dos Índios) e atualmente cursa especialização em História da Arte pela Faculdade Iguaçu. Possui curso técnico em Eletrotécnica (2022) pelo Instituto Federal de Alagoas, onde realizou pesquisa na área da Segurança no Trabalho. Foi bolsista de Iniciação à Docência (PIBID) no Subprojeto de História, durante o biênio 2022-2024 e monitor voluntário nas disciplinas de Antropologia Cultural e Indígenas na História do Nordeste, entre os anos de 2024 e 2025. Enquanto pesquisador, atuou como bolsista de iniciação à pesquisa (PIBIC), na área de História indígena, arquivo e documentação, é membro do Grupo de Pesquisas em História Indígena de Alagoas (GPHIAL - UNEAL) e desenvolve pesquisas analisando a presença e as representações dos indígenas nos espaços de manifestações culturais, assim como os seus impactos e influências na sociedade. Interessa-se, ainda, por temas como: História da Arte, protagonismos indígenas na contemporaneidade, representações, culturas, identidades e imagens. Atua, também, como monitor no acervo documental do GPHIAL/UNEAL e como Membro de corpo editorial da Editora GPHIAL e da Revista Campiô

